D.E.R.B.I.

terça-feira, setembro 29, 2009

Secreções e Excreções

Meia-crónica (rápida) do DERBI

Regresso às crónicas e aos relvados do DERBI, num jogo marcado também por vários regressos.
Mário Moura, depois de longa ausência, apresentou-se no relvado sintético, disposto a mostrar a sua valência. Falando em valência, também João Valente voltava a evoluir no plantel DERBIano, após uma experiência internacional de sucesso.

Marcadamente atípico, o jogo apresentou várias vicissitudes (que rica frase): nenhuma das equipas apresentava guarda-redes “titular” e os Restos tinham apenas 7 elementos. Como tal, o embate realizou-se em 7 contra 7.
O DERBI surgiu com Bonito na baliza (em rotatividade), Figueiredo no eixo central da defesa, Moura e Valente nos flancos. No meio-campo, Marques e Nuno Pedro cumpriam as despesas do vaivém. No ataque surgia um isolado Alexandre, com muito trabalho pela frente.
Com os Restos a apresentarem Miguel Ferreira, Tiago “Sousa”, Henrique, Falcato, 2 convidados de alguma aparente qualidade e Sousa na baliza, a contenda parecia não ir correr de feição às cores ISEGuianas.

O início do jogo reforçou essa ideia, com um golo muito mal sofrido pelo “manteigueiro” Bonito, num passe/remate (!) de meio-campo a passar entre as luvas do keeper DERBIano.
Mas, munido de enorme força interior, de ímpar capacidade de sofrimento (afinal, eram 7) e à boleia dos remates de Nuno Pedro, o DERBI deu a volta ao jogo e colocou-se a vencer. Os Restos reagiram com a subida para o ataque de Sousa, mal digerida pela defesa do DERBI, tendo chegado ao empate.
Valeu então, mais uma vez, a pujante capacidade ofensiva do duo mais atacante, com Alexandre e Nuno Pedro a resolver o jogo nas redes Restantes.

No final, saborosa vitória do DERBI, coroada com o grito “Tira-o do cú com um gancho”.

Análise dos jogadores.
Tema: secreções e excreções

Bonito: ranho. Foi vitima de um ranhoso início de jogo. No primeiro remate… toque… passe dos Restos na direcção da baliza, deixou a bola escapar entre as mãos. Foi melhorando com o passar do tempo, embora não tenha chegado aos níveis que já habituou a equipa.

Figueiredo: saliva. Gritou o jogo inteiro, fazendo da voz o seu valor. Cuspiu e vociferou contra colegas, adversários, espectadores, relvado e até uma ou outra criança que passava nas imediações do estádio. Ainda assim, melhor que o habitual (o que também não é muito).

Valente: cerume. Ainda o jogo não tinha começado e Valente já era a principal vítima da berraria dos colegas da defesa. Mas tanto insistiram que acabou por ouvir. Não se aventurou (muito) no ataque e com isto conseguiu ter pernas para ajudar na defesa. O melhor jogo desde o seu regresso.

Alexandre Lee: suor. Muito trabalho na frente, sempre disponível para pegar nas bolas de Nuno Pedro e a abrir linhas de passe. Um jogo para a equipa. Pena estar em baixo de forma no momento do remate.

Bruno Marques: remelas. Que é um fantasista de enorme qualidade, ninguém duvida. Mas por vezes adormece no meio do jogo, abdicando da recuperação. Inaceitável o momento em que, desatento, subiu tolamente até ao meio-campo, deixando um homem sozinho, a 20 metros, nas costas. Precisa de abrir os olhos.

Mário Moura: fezes. Muito cocó no regresso ao relvado, com visível receio das hérnias, ténias, hematomas e caspa que o afligem. Mas arreganhou os dentes, arregaçou as mangas e arrancou uma sólida exibição, muito atento e tacticamente impecável.

Pedrito: urina. Entrou para a ala direita da defesa e terá soltado um pingo quando viu que era Miguel Ferreira quem por ali andava. Mas soube ir à luta e fazer uma boa jogatana. Mais contido, evitou as queimas e com isso ninguém lhe partiu os rins.

Nuno Pedro: sémen. Dotado de invulgar capacidade de penetração e capaz de atingir o clímax, Nuno Pedro teve uma exibição orgásmica, quase pornográfica. E como se não bastasse, ainda se veio atrás. Impressionante.

terça-feira, maio 13, 2008

Ma-ra-vi-lhoso Coração, maravilhoso!

Golos poucos, pois então!
Com guarda-redes de betão…


Resultado final:
ISEG: 2
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 0


Crónica
Mais um regresso esforçado das crónicas, no meio da azáfama diária. O Derbi Magazine atravessa dias difíceis, sendo que as candidaturas para postos de cornista não surtiram qualquer efeito (apenas uma pré-candidatura foi aceite, de André Coroatz, revelando bastante potencial).

No CIF decorreu mais uma partida do já mítico DERBI 7, desta feita marcado pelas ausências de vários atletas: Sérgio Lee e Marques, em digressão por Angola, além de Castilho e Ricardo; Miguel Lopes e Miguel Ferreira, lesionados; não puderam dar o seu contributo. Por outro lado, registou-se o regresso de um mítico DERBIano, um dos fundadores da agremiação: Pedro Ferreira, o Pedrito de Portugal.

Dados os pressupostos, não foi de espantar a forma como o jogo decorreu… e o resultado final, com expressão máxima num recorde de menor número de golos registados (dois!). Com uma maioria de jogadores de contenção, as duas equipas apostaram numa toada de controlo do meio-campo: o ISEG fazendo avançar Bonito, os Restos com várias alterações tácticas, destacando-se Henrique Porto na frente de ataque.
Apesar de tudo, o resultado podia ser mais volumoso, para ambos os lados. Enquanto o ISEG viu 3 bolas salvas pelos ferros e apontou um golo felizardo, num ressalto após insistência de Bragança, os Restos depararam-se com um intransponível Mário Moura, verdadeiramente brilhante ao defender, na mesma jogada, 3 remates com selo de golo. Infelizmente para a turma Restiana, a carta nunca chegou ao destino.

As próximas jornadas afiguram-se, assim, plenas de entusiasmo, perante a expectável resposta dos Restos a uma série de 5 jogos seguidos de vitórias para o ISEG. Com novas ideias tácticas e um modelo de jogo “mais encaixado”, a próxima terça-feira afigura-se, mais uma vez e tal como esta, intensamente competitiva… para alegria de todos os que jogam nesta bonita e inigualável competição.
Meus amigos, independentemente dos resultados finais, penso que falo por todos: jogar no DERBI é uma maravilha!


Análise d' Os jogadores - Tema: as Maravilhas do Mundo: antigas, modernas… naturais e subaquáticas
(para referência:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sete_maravilhas_do_Mundo_Moderno)


ISEG (& convidados)
Mário Moura, Grande Muralha da China
Uma muralha. Grande, imponente, gigantesco, Mário Moura foi o maior obreiro da inviolabilidade das redes ISEGuianas. Perfeito quer nos remates, quer na saída aos cruzamentos, foi ainda uma importante voz de comando para a sua defesa. As 3 defesas consecutivas a remates dos Restos, na mesma jogada, puseram o adversário de olhos em bico.

Figueiredo, Taj Mahal
Arrancou debilitado para o encontro, fruto de uma lesão antes do jogo… ao fechar a porta de casa. Cerrou os dentes e respondeu às inúmeras perguntas de “’Tás mal?” com um vigoroso aceno de cabeça, partindo para uma exibição de total entrega. Pouco relevante em termos ofensivos, preferiu quase sempre despachar a bola para a frente.

Pedrito, Machu Picchu
Uma alegre (re)descoberta, muito saudado pelos colegas… talvez nem tanto pelos adversários. O seu estilo, rijo e másculo, transmitiu grande segurança à extrema defesa ISEGuiana. Perdeu-se um pouco no final do encontro, fruto do cansaço das inúmeras subidas e descidas.

Carlos Bonito, Pirâmides de Gizé
Vértice superior do triângulo de meio-campo do ISEG, coube-lhe, na ausência de Sérgio Lee, a tarefa de gizar as jogadas ofensivas dos homens de branco. Sempre excelente na leitura e atento à geometria na sua colocação, garantiu criatividade e evitou o potencial deserto de ideias nos movimentos ofensivos ISEGuianos.

André Coroado, Colosso de Rodes
A sua entrega ao jogo só pode ser adjectivada como… colossal. Com um pé na defesa e outro no ataque, foi quase sempre o primeiro responsável pelo transporte de bola. Sempre pleno de confiança, transmitiu segurança e rotatividade ao meio campo, levando o ISEG a bom porto.

Pedro “Bragança”, Mausoléu de Halicarnasso
Um mau passe em zona proibida, algumas desatenções defensivas… mas e daí? Num jogo de altos e baixos, sem medo de expor algumas fragilidades técnicas “ao léu”, foi na verdade fundamental para o resultado, fruto do golo marcado numa jogada de insistência. A defender, deu a carne ao manifesto, não se furtando ao choque com Henrique.

José Subtil, Grand Canyon
O seu pé canhão tinha feito, na semana passada, estragos no adversário. Esta semana não foi tão devastador, mas a forma como conseguiu rasgar os terrenos defensivos adversários foi novamente notável. Não obstante a falta de técnica, vale pela entrega.

Alexandre Lee, Farol de Alexandria
O farol da frente de ataque ISEGuiana e a principal referência de ataque ISEGuiana. Mais móvel que em tempos idos, procurou, durante os períodos mais nebulosos para a sua defesa, dar apoio aos colegas de retaguarda.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Rafael, Barreira de Coral de Belize
Como sempre, a habitual barreira da baliza dos Restos. Fica difícil criticar Rafael, tal é a qualidade das suas intervenções. Sem hipóteses no 2º golo, onde foi traído pelo efeito da bola; fica a sensação que, no primeiro, podia ter feito mais. Ainda assim, mais uma exibição capaz de fazer corar alguns guarda-redes de primeira divisão.

José Falcato, Coliseu
Uma ou outra surtida atacante e a habitual disponibilidade e consistência táctica no relvado. Ainda assim, pareceu ser, durante vários minutos, um mero espectador, em colisão com o resto da equipa: a sua velocidade podia ter feito mais estragos.

Gonçalo Baptista, Cristo Redentor
Mais uma prova de inquestionável valia e capacidade de sofrimento: um verdadeiro Cristo. Não obstante algumas lesões e mazelas, entregou-se à luta, dando sempre a outra face e cruzando várias vezes a linha do meio campo.

Hugo Manuel, Erupções Subaquáticas
As suas erupções quase iam tirando os Restos para cima da linha de água. Os remates portentosos não tiveram, no entanto, a direcção certa. De resto, a mesma entrega do costume, “sismando” em nunca dar o jogo por vencido.

Tiago “Securitas”, Eurotúnel
A Tiago coube quase sempre, pelos Restos, fazer a ligação entre defesa e ataque. O trânsito sentido no meio-campo, no entanto, não lhe facilitou os movimentos. Mas não foi por ali que os Restos não venceram, não se registando qualquer mancha na exibição.

Rui Paz, Aurora Boreal
Surgiu esporadicamente na área, dando a ilusão de estar ainda à procura de rotina com o novo desenho táctico. Em-bor(e)al-go distante da baliza, foi importante na coesão revelada pelo meio campo Restico.

Pedro Sousa, Chichen Itza
Se fosse alemão, certamente diria “Chichen!! Izta ezt demaizen”! Chiça, de facto a forma como Mário negou o golo à sua equipa foi demais! Procurou constantemente o golo que lhe tem fugido, ora jogando mais recuado, ora apoiando de perto Henrique, mas todas as tentativas foram infrutíferas.

Henrique Porto, Monte Everest
(Ever)Esta agora? Ninguém esperava ver Henrique na frente de ataque! Com esta mexida inesperada, os Restos tentaram dar nova capacidade de choque ao seu ataque. E Henrique criou, de facto, um monte de oportunidades, que apenas não resultaram em golo por infelicidade ou mérito do guarda-redes adversário.


Um agradecimento especial a André Coroado e Mário Moura, pelas ideias enviadas.


O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno “Rui Santos” Figueiredo

terça-feira, abril 29, 2008

25 de Abril, Sempre!

Uma equipa sem lenha,
A outra é quem mais ordenha.


Resultado final:
ISEG: 4
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 0


Crónica
Depois de mais um largo período de ausência, as crónicas do DERBI regressam. O corpo editorial expressa desde já as suas desculpas; e aproveita para pedir reforços para a futura composição de textos. Candidaturas online para:
nuno-t-figueiredo@telecom.pt, com o subject “Eu tamem quero ser cornista”.

Façamos pois uma breve resenha do que tem sido a vida do DERBI: depois dos meses de Janeiro e Fevereiro marcados pelo equilíbrio (3 vitórias do DERBI, 2 dos Restos), Março foi puramente ISCTEiano - com 3 vitórias e um empate, os Restos mostravam uma dinâmica vencedora, que se manteve na jornada de arranque de Abril. Em crise, o ISEG cerrou fileiras, redesenhou a estratégia, redefiniu processos tácticos e... arrancou para uma série de 3 vitórias.

A jornada desta semana regista até um facto inédito: pela primeira vez, o guardião ISEGuiano termina o jogo com uma clean sheet, não tendo sofrido qualquer golo.
O regresso de Carlos Bonito ao eixo defensivo trouxe um alento de segurança defensiva aos homens do Quelhas. Alinhando com Ricardo Cruz, Bonito, Figueiredo, Bragança, Gonçalo Lopes, Coroado, Sérgio Lee e Bruno Marques, os ISEGuianos voltaram a patentear uma exibição muito sólida, com boas trocas de bola, excelente posicionamento em campo e forte capacidade de pressão em todos os quadrantes. Com 3 linhas bem definidas no relvado, o futebol praticado mostrou fluidez e um conjunto de soluções bem mais vasto que outrora.

Já no ISCTE & Restos do Mundo, a falta de Miguel Ferreira voltou a parecer fatídica. Com Rafael de volta à baliza, a equipa dispôs ainda de Baptista, Porto, Lopes, Hugo, Falcato, Tiago, Paz e Securitas, 9 homens que permitiam, pela rotação, uma frescura física superior ao adversário.

O início da partida foi caracterizado pelo equilíbrio, com o ISEG a trocar bem a bola mas a mostrar-se precipitado na concretização; ante uns Restos que preenchiam bem as alas, criando situações de desequilíbrio que obrigavam a trabalho redobrado do meio-campo contrário. No entanto, o jogo quebrou com o golo inaugural dos homens de branco, fruto de uma excelente jogada colectiva. Na resposta, os ISCTEianos e seus compadres subiram mais as linhas, pressionando alto, mas perante a boa troca de bola da oposição não conseguiam partir para contra-ataques decisivos. O ISEG marcaria mais 3 golos com alguma naturalidade, com Rafael a negar mais um punhado de golos. Ante alguma precipitação de Securitas na hora do remate, a sorte também não bafejava os Restos, com uma bola “às três tabelas” a embater no poste de Ricardo Cruz, que faria ainda a defesa da noite, numa estirada ao solo de grande nível.

Num jogo bem disputado, sem problemas disciplinares (uma ou duas lesões menores foram resultado de jogadas fortemente batalhadas, mas com completo respeito pelo adversário), é opinião do Corpo Editorial do DERBI Magazine que as duas equipas podem sair de cabeça erguida.

Nesta época festiva, gritemos todos bem alto: Avante DERBI!


Análise d' Os jogadores - Tema: 25 de Abril, sempre!


ISEG (& convidados)
Ricardo Cruz, Chaimite
Pesado? Lento? Nada disso! Cruz foi um autêntico blindado, protagonizando uma exibição coriácea de grande nível. Com uma defesa espantosa, garantiu a primeira jornada em que o ISEG não sofreu golos.

Figueiredo, Prisão de Caxias
Preso na defesa, fez poucos raides para o ataque. Guardando a defesa ISEGuiana, preocupou-se mais em ser o ajudante que Bonito precisava na muralha à baliza ISEGuiana. Mostrou uma segurança acima do (seu) normal no passe.

Carlos Bonito, Salgueiro Maia
Capitaneou a extrema defesa ISEGuiana, mostrando leitura estratégica perfeita no cerco feito aos atacantes adversários. Jogando limpo, fez um jogo de grande nível, sem derramamento de sangue.

André Coroado, PREC
A sua (re)entrada no ISEG revolucionou a dinâmica colectiva do ISEG. Usando sempre processos simples, garantiu a estabilidade de todos os sectores.

Pedro “Bragança”, a Marselhesa
Para quem não sabe, o hino oficial da França foi composto a 25 de Abril de… 1792 (
http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Marseillaise). A Marselhesa é também o hino “não oficial” dos activistas ISEGuianos… de que Bragança é o melhor exemplo existente. Lutador até ao fim, correu quilómetros a defender e a atacar.

Sérgio Lee, Movimento das Forças Armadas
Novamente em grande forma, o estratega aplicou-se ao máximo na armação do jogo ofensivo dos homens do Quelhas. Sempre em movimento, ajudou também sempre o primeiro movimento defensivo, revelando forças até final.

Gonçalo Lopes, “E depois do adeus”
Deu o mote para a conquista da vitória ISEGuiana, marcando o primeiro golo após uma boa jogada colectiva. Depois do adeus com que tinha brindado o DERBI há alguns meses, o seu regresso resultou claramente numa melhoria do futebol praticado.

Bruno Marques, Cravo
Misturando o seu futebol adornado, perfumado e pleno de floreados com velocidade e movimentação permanente, foi sempre um quebra-cabeças para os seus adversário. Importante também na pressão, pregando os defesas contrários.




ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Rafael, “Venham mais cinco”
Apenas um golo mal sofrido no cartório. De resto, foi como habitualmente um dos garantes da defesa dos Restos, impedindo que acontecesse o quinto golo.

José Falcato, Zeca Afonso
Várias vezes tentou usar a sua velocidade para surpreender a defesa contrária, mas desta feita os ISEGuianos não foram na cantiga. Muito activo mas pouco eficaz, pareceu acabar o jogo um pouco perdido em campo.

Miguel Lopes, Guerra do Ultramar
Lopes foi, como sempre um guerreiro, nunca virando as costas à batalha. No entanto, a avalanche adversária foi difícil de suster, não permitindo grandes veleidades ofensivas. Sem rodeios defensivamente, não teve receio de mandar a “bola para o mato”.

Henrique Porto, Regime
Não estaria na altura de fazer regime? Talvez não… o peso parece demasiado, mas a força é muita. Dos melhores dos Restos, foi dos que mais tentou manter a sua defesa em bom estado. Uma ou outra surtida atacante, sem efeitos.

Gonçalo Baptista, Junta de Salvação Nacional
Tentou ser a bóia de salvação da sua equipa, juntando a sua boa leitura de jogo à capacidade de desarme. Mas com tanto desequilíbrio criado pelo adversário, poucas condições teve para levar as suas ideias avante.

Hugo Manuel, Grândola Vila Morena
Grande vontade, grande… porte, mas pequena influência ofensiva. Importante no início da contenda, foi dali que partiram os primeiros desequilíbrios que os ISCTEianos conseguiram criar. Incapaz de aplicar o seu poder de fogo.

Tiago “Securitas”, António de Spínola
A ele coube o preenchimento da espinha dorsal dos Restos, presidindo à elaboração da maioria das jogadas ofensivas da equipa. No entanto, após um período inicial de maior fulgor, foi perdendo fôlego, o que levou à aposta em jogadas mais individualistas e à tentativa de contra-ataques não muito sucedidos.

Rui Paz, “orgulhosamente só”
Com companhia mas… sozinho. Raramente combinou com Securitas e pouco apoio teve na construção de jogadas ofensivas. Os rápidos raides pela direita também não tiveram, desta vez, o perigo de outras ocasiões.

Pedro Sousa, Otelo Saraiva de Carvalho
A ele coube a maior parte das despesas da ofensiva dos Restos, mas no final as coisas não lhe saíram bem. Meio desesperado, acabou por trair o colectivo, apostando em demasia nas jogadas individuais, rematando de todo o lado.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Garcia da Horta

Marcar cedo e a defesa erguer
Faz o marcador crescer


Resultado final:
ISEG: 5
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 2


Crónica
Após um prolongado período de ausência, numa época marcada por um forte equilíbrio entre as equipas (o empate foi o resultado mais usual) e onde se assistiu ao regresso ao campo de Pina Manique, eis que voltam as Crónicas do DERBI.
A 3ª jornada de 2008 fica marcada pela clara superioridade da equipa do ISEG, num jogo atípico onde os Restos se viram desfalcados de alguns dos seus principais membros. Sem Miguel Ferreira, Rafael e Baptista, a equipa ISCTEiana apresentou um 8 composto por Lucas, Falcato, Hugo, Lopes, Tiago, Nunes, Paz e Sousa.
Do lado do ISEG, várias ausências obrigaram também a adaptações. Privados de Subtil, Castilho, Cruz, Alexandre Lee e Coroado, o ISEG fez jogar Moura, Bonito, Bragança, Figueiredo, Lee, Marques, Henrique e um convidado, João.
Apesar das ausências, os colectivos mostraram boa capacidade de envolvimento e entreajuda – com maior eficácia, neste capítulo, pelo lado do ISEG. Com boas transições ofensivas e uma constante preocupação em encurtar o campo, foram largos os períodos em que o ISEG conseguiu manietar a equipa adversária.
Já o ISCTE & Restos sentiu a falta da pressão centro campista garantida por Miguel Ferreira e a consistência defensiva que Baptista exerce. Com os elementos muito distantes uns dos outros e dificuldades na troca de bola, as melhores situações de perigo dos Restos resultaram de jogadas rápidas de Tiago, Paz ou Sousa, no aproveitamento de algum desleixo dos ISEGuianos na transição ataque-defesa.

Belos golos de ambos os lados, bons desenhos tácticos e muita abnegação, resultaram em mais um espectáculo agradável, com todo o DERBI a sair dignificado!
Assim se cultiva o espírito desportivo. E falando em cultivo…


Análise d' Os jogadores - Tema: Legumes e Hortaliças


ISEG (& convidados)
Pedro “Bragança”, Pepino
O brigantino deu tudo o que tinha e mais qualquer coisa, marcando golos, defendendo alto e fazendo gato-sapato dos Restos do Mundo nas surtidas ofensivas. Piqueno?! Não, gigantesco.

Figueiredo, Alface
Desgastado, lesionado, inferiorizado… Mas lutador. Figueiredo é a(l) face do “ISEG de fato-macaco”, sempre disposto a jogar feio quando é preciso. Pior é quando tem que jogar bonito… mas para isso está lá…

Carlos Bonito, Espinafre
Verdadeiro Popeye de Vila Nova de Paiva, apareceu com forças redobradas e uma atitude mais ofensiva que desequilibrou os pratos da balança no meio-campo a favor dos ISEGuianos. Um jogo em grande, a defender e atacar.

Sérgio Lee, Salsa
Foi o tempero do jogo dos “claros”, dando cor e sabor às jogadas de ataque. Com menos preocupações defensivas (do outro lado não estava o seu arqui-inimigo), entregou-se mais a papéis ofensivos.

Mário Moura, Cenoura
Depois de uma larga ausência, aproveitou a oportunidade para mostrar as suas capacidades… e estarão as mesmas intactas? Só se pode dizer “sim cenoura”! Eis o Mário de outrora, com bons reflexos e excelentes saídas de entre os postes.

Bruno Marques, Cebola
Quebra-cabeças da defesa “remendada” dos Restos, usou e abusou da técnica e velocidade, fazendo um grande jogo… os defesas adversários devem ter terminado o jogo… “com uma lágrima no canto do olho, com uma lágrima no canto do olho”…

João Convidado, Alho
O convidado João, genuinamente ISEGuiano, mas desconhecido da maioria dos convivas, mostrou velocidade e facilidade de remate. Abriu o caminho da vitória com um golo madrugador, deixando água na boca… no entanto, “deu o pum” pouco mais tarde, abusando do jogo individual e do remate precipitado.

Henrique Porto, Rabanete
Serão as declarações recentes de Scolari também para Henrique Porto? Para além de Miguel e Veloso, será também o jovem Porto um dos “jogadores de bunda grande”? Malgrado a boa técnica e impressionante estampa física, a pouca movimentação de Henrique deita muito a perder.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Hugo Manuel, Quiabo
“Que diabo!”, terá exclamado Hugo, ante a pouco usual pressão alta dos rapazes de São Bento. Sempre muito pressionado na sua defesa, raramente conseguiu apoiar o ataque.

José Falcato, Erva-Doce
Muito “doce”, não conseguiu criar “massa crítica” no meio campo dos Restos, dando muito espaço às jogadas de ataque dos ISEGuianos. A velocidade foi a sua única arma, usando-a para entrar nas costas do ISEG (“entrar nas costas”, salvo seja).

Miguel Lopes, Nabo
Entrega total, mas a pouca capacidade técnica fica mais patente sem as muletas Baptista e Miguel Ferreira. Também ele muito pressionado, pouco se viu no ataque. No final ainda tentou ajudar na frente, mas sem resultados.

Tiago “Securitas”, Milho
Pivot da manobra dos Restos, coube-lhe a ingrata missão de substituir Miguel Ferreira como maestro do ataque. Mas poucas oportunidades teve de “dar milho aos pombos”, tal a falta de apoio que teve e dificuldade em criar linhas de passe.

Rui Paz, Couve
Um dos que houve de melhor nos Restos. Disciplinado a defender e sempre perigoso a atacar, aplicando a sua mudança de velocidade. Foi feliz, num remate bem colocado.

André Nunes, Lentilha
Com falta de ritmo, mostrou-se lento e pouco activo. Notou-se a capacidade de esforço, mas os índices físicos ficam muito aquém do resto dos Restos.

Duarte Lucas, Fava
Uma excelente exibição de Lucas, mas… a falta de Baptista e Ferreira foi uma autêntica fava no bolo de boas defesas que fez. Refém da pouca cobertura aos ataques dos ISEGuianos, nada pôde fazer nas 5 vezes em que foi buscar a bola dentro da sua baliza.

Pedro Sousa, Batata
Plantado na frente de ataque, teve pouco jogo nos pés, no resultado mais óbvio da falta de fluidez ofensiva dos Restos. Ainda assim, das poucas vezes que teve a bola nos pés, aplicou valentes “batatas” na bola, colocando em sobressalto o guardião contrário.

terça-feira, novembro 13, 2007

Tunning? Eu nãong!

Equilíbrio imenso em jogo louco!
Chiça penico chapéu de coco!

Resultado final:
ISEG: 3
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 1


Crónica
Mais uma excelente jornada de DERBI, marcada por altíssimo equilíbrio entre as duas forças em disputa!
Os Restos voltaram a apresentar Rafael na baliza, contando ainda com Lopes, Falcato, Jorge, Baptista, Paz, Miguel Ferreira e Sousa. Em campo, portanto, a equipa-tipo do ISCTE-Restos, na sua máxima força.
Já no ISEG destacava-se a ausência de Marques e a continuidade de Moura na baliza, a quem se juntavam Bonito, Figueiredo, Bragança, Sérgio, Alexandre, Subtil e Coroatz.
Numa contenda em que nenhuma das equipas logrou demonstrar um domínio em campo, acabou por ser a eficácia concretizadora do ISEG a fazer a diferença, com 3 remates vitoriosos numa mão-cheia de oportunidades. Pelos Restos, um falhanço clamoroso de Pedro Sousa poderia ter dado novo alento aos Restos, mas o remate ao lado, já com Mário batido, acaba por ser o momento de jogo.
Registo para a atitude eminentemente ofensiva dos Restos no último quarto de hora do jogo, encostando visivelmente o ISEG à sua grande área, muito embora sem lograr grandes oportunidades para marcar.
No final o marcador revela as evidentes e consistentes melhorias nos processos defensivos das duas equipas.
Com jogos deste calibre, o resultado acaba por ser o menos importante: todo o DERBI está de parabéns!!





Análise d' Os jogadores - Tema:


ISEG (& convidados)
Pedro “Bragança”, Hyundai
O Bragantino é um exemplo para os demais colegas. Olhai com atenção! Fazei como ele! Nunca desisteis! E num dai uma bola por perdida!

Figueiredo, Range Rover
O joelho esquerdo dói, o direito range… mas Figueiredo continua a insistir. Fez um jogo pouco conseguido, com bastantes falhas (o golo dos Restos é sua culpa), traído pela lentidão e pouca certeza no passe. Na retina fica um corte em carrinho.

Sérgio Lee, Opel
Com Miguel Ferreira para vigiar e sem Marques ao pé, Lee fica naturalmente condicionado. Mais obreiro que inventor, numa exibição menos astral, trabalhou muito no preenchimento do espaço a meio-campo e tentou sempre dar o mote nas investidas do ISEG.

Alexandre Lee, Audi
Apenas com um golo marcado, algum espectador mais distraído há-de perguntar: “Mas Alexandre jogou mal”? Não, nada disso! Gazua na defesa dos Restos, abriu espaços e deu profundidade ao futebol por vezes “curto” dos ISEGuianos. E um golo equivale a 33% dos marcados… no marcador, só há 3.

José Subtil, Maseratii
Pensavam muitos que Subtil não estaria à altura para fazer esquecer Bruno Marques na meia-direita do ISEG. Se fazias parte desse grupo, parecias certo, mas…errasti! Muito bem a defender e nas raras penetrações ofensivas, Subtil foi crucial para o desfecho da partida. Para a fava com a subtileza: o ISEG ganha eficácia com Subtil em campo.

Carlos Bonito, Lada
Uma ilha de classe no centro da defesa do ISEG. A cortar ou a construir, joga sempre bonito, não lada nem mode.

Mário Moura, McLaren
Mais uma cLara afirmação da qualidade de Moura na baliza do ISEG. Bem nas (poucas) intervenções que teve, melhor ainda como voz de comando, ajudando muitas vezes os elementos mais recuados na organização defensiva.

André Coroado, TIR
Há quem seja brilhante no remate, há quem seja bom a defender, há quem tire todos os adversários do caminho. Coroado faz da regularidade a sua arma. Enorme na entrega ao jogo, foi obrigado, pela pressão dos Restos, a jogar atrelado ao lado direito da defesa.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Gonçalo Baptista, Skoda
Num jogo em que sofreram 3 golos, não parece justo incriminar Baptista… afinal, raras foram as vezes em que o ISEG dispôs de ocasiões de golo. No entanto, a forma como os tentos foram marcados não sacode a água do seu capote.

José Falcato, UMM
Jogo positivo? Humm... Difícil de avaliar. Falcato foi na maior parte das vezes discreto nas suas intervenções, e andou um pouco por todo-o-terreno, mas resultados práticos, são poucos…

Miguel Lopes, Seat
Se até hoje Miguel passou despercebido, já neste jogo deu um ar de sua graça. Um leão na defesa, serviu ainda uma (r) bella bola de bandeja para Sousa… falhar clamorosamente. Vamos ver se para a semana mantém o nível e bisa na apreciação positiva.

Miguel Ferreira, Saab
Sabe bem que terrenos deve pisar e enche o meio-campo como nenhum outro dos jogadores no sintético. Grande responsável pela pressão exercida sobre a equipa adversária, diminui os espaços disponíveis. Mal no capítulo do remate, mandou sempre o esférico a voar.

Paz, Fiat
Bravo, dinamizou o ataque dos Restos, tentando jogadas de todo o tipo, com múltiplas soluções nos pés. O golo uno marcado pelos Restos é da sua autoria, numa jogada em que houve clara displicência da defesa dos Iseguianos, que não o respeitaram como devia. Para os defesas fica o alerta: com Paz é sempre preciso atenção. Fia-te na virgem e certamente corre mal.

Jorge Almeida, Ford
Nem Ford, nem sai de cima. Pobre Jorge: és passes, és corridas, és remates, és cortes… mas os resultados não correspondem ao esforço colocado em campo quando soa o apito final e cai a cortina no palco de jogo.

Rafael, Mazda
Jogo penoso… pouco chamado a intervir, esteve quase sempre bem, voltando a mostrar ser um dos melhores dos Restos. Mas… dá a sensação de ter sido mal batido nos golos sofridos.

Pedro Sousa, Lancia
Já foi dito mais atrás: o golo falhado marcou o jogo e pesa de forma inequívoca na apreciação integral da prestação de Sousa, não sendo possível ver o lance noutro prisma... Não se admite aquilo a um ponta-de-lancia.

terça-feira, novembro 06, 2007

Eu dou-me bem com Melhoral!

Um golo apenas marca a diferença
num jogo com luta e muita crença

Resultado final:
ISEG: 3
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 2


Crónica
Equilíbrio extremo no relvado sintético do CIF!
O ISEG apresentava a sua equipa-tipo, com Mário Moura nas redes; Bonito, Bragança e Figueiredo no bloco defensivo; Coroatz, Sérgio e Bruno no meio-campo e Alexandre Lee na frente de ataque.
Já os Restos, assinalando o regresso da sua unidade motriz, contavam com Duarte Lucas na baliza; Miguel Lopes, Baptista, Falcato e Hugo; Miguel Ferreira, Paz e Jorge na intermediária e Pedro “Securitas” Sousa mais solto na frente.
Num jogo marcado por elevadíssimos níveis de competitividade e concentração, os Restos começaram na frente do marcador, com um golo madrugador numa jogada individual de Miguel Ferreira. A força deste transfigurava o meio-campo dos Restos, impedindo a circulação de bola do ISEG, que optava, por vezes precipitadamente, pela jogada vertical. Ainda assim, Alexandre Lee fez por 2 vezes a diferença, concretizando a reviravolta no resultado. Voltaram então à carga os Restos que, após um período de domínio repartido, voltaram a marcar num lance de contra-ataque de Miguel Ferreira. De ambos os lados os processos defensivos estavam mais fortes que os ataques, excepção feita a 2 lances – um em cada baliza – de golo-feito, escandalosamente perdidos.
E foi então que, com o jogo equilibrado, Bruno Marques tirou da cartola uma jogada de eleição, fazendo de forma brilhante o 3-2 para o ISEG.
Até ao apito final a toada equilibrada voltou a ser nota dominante, não se registando mais golos.

Mesmo com momentos de futebol menos bonito, foi um belíssimo jogo, de duas equipas que mostram enormes evoluções a nível técnico-táctico. Como estão longe os primeiros jogos de Janeiro…




Análise d' Os jogadores - Tema: Doenças e sintomas (sintomas?!? Sim, tomas)


ISEG (& convidados)
Pedro “Bragança”, Gota (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gota_%28doen%C3%A7a%29)
Jogo a jogo, gota a gota, tem vindo a melhorar a capacidade física. Mais disponível para o ataque, surgiu várias vezes no corredor dextro… raramente optando, no entanto, pela decisão mais correcta no momento do passe.

Figueiredo, Paralisia (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia)
Um registo mais positivo do que é costume, num jogo onde até se apresentou com problemas no joelho direito. Fora uma ou outra distracção, mostrou que um bom posicionamento em campo é meio caminho andado… e sem se mexer, fez um punhado de bons cortes.

Sérgio Lee, Conjuntivite (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conjuntivite)
Com Miguel Ferreira em campo, foi obrigado a mais trabalho defensivo do que tem sido costume. Ainda assim, voltou a ser o principal obreiro da manobra conjunta do ISEG.

Alexandre Lee, Enxaqueca (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enxaqueca)
A forma como enche o ataque e penetra na defesa dos Restos deve dar grandes dores de cabeça a Baptista e companhia. Saiu descontente com a sua exibição, mas pergunta-se: dois golos, muito trabalho… que é que há mais a fazer?!

Bruno Marques, apnéia do sono (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Apn%C3%A9ia_do_sono)
Tem períodos em que parece estar a dormir em campo, tal é o afastamento do jogo… Foi assim, por exemplo que surgiu o terceiro golo do ISEG: repentinamente apareceu e avançou para o ataque com um ronco descomunal, parando apenas com o balançar das redes.

Carlos Bonito, Porencefalia (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Porencefalia)
Excelente na defesa, onde deu o mote a desarmar e organizou os colegas. Menos bem, porém, no processo atacante, onde pareceu nervoso, sem a calma exigida para criar perigo.

Mário Moura, Ébola (
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89bola)
Se há coisa que se sente bem nas mãos de Mário, é bola. Algumas excelentes defesas a remates dos Restos (nomeadamente, de Miguel Ferreira), sem hipótese nos golos sofridos… Uma exibição extremamente positiva do gigante Moura.

André Coroado, Contusão muscular (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Contus%C3%A3o_muscular)
Sem medo de nada, foi ele mesmo a procurar, várias vezes, o confronto com Miguel Ferreira, o mais perigoso dos elementos dos Restos. Num jogo feito de músculo, abnegação e cabeça, saiu hirto do relvado.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Gonçalo Baptista, Gonorreia (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gonorr%C3%A9ia)
Se a defesa dos Restos fosse uma manada de gnus, Baptista seria o seu rei. Liderou todo o processo defensivo, saindo do embate com Alexandre e demais ISEGs com um saldo francamente positivo.

José Falcato, Acne (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acne)
Apetece dizer a Falcato: “há que não ter medo de atacar”! Muito preso à sua defesa, não espremeu como em tempos as debilidades defensivas do corredor esquerdo da turma do Quelhas.

Miguel Lopes, Anorexia (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anorexia_nervosa)
Mostrou a disponibilidade do costume e, apesar de por vezes parecer um pouco “à nora” com as movimentações do ISEG, lá ajudou a garantir o equilíbrio colectivo dos Restos. Desta feita não revelou o mesmo apetite pelas jogadas de ataque.

Hugo Manuel, Escorbuto (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escorbuto)
Parece bruto, mas joga de pantufas. Discreto, Hugo continua a ser uma peça importante para os Restos, pelo trabalho de cobertura que faz na sua defesa. Tem técnica e sabe jogar a bola, mas precisa ganhar velocidade.

Miguel Ferreira, Malária (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal%C3%A1ria)
É o motor da equipa. Fez 2 golos, um deles numa jogada de grande capacidade física e técnica. Sentindo-se por vezes mal acompanhado no meio-campo, mandou a orquestra à fava e optou pela ária.

Paz, Sífilis (
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADfilis)
Menos feliz que em jogos anteriores, tentou transmitir alguma velocidade para o lado direito do seu ataque, mas os lances não lhe saíram de feição.

Jorge Almeida, Raquitismo (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raquitismo)
Os pés são duas verdadeiras raquetes, mas Jorge é um daqueles jogadores que troca a técnica pelo suor. Correu quilómetros, aparecendo várias vezes na frente solto de marcação.

Duarte Lucas, Bócio (
http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%B3cio)
Uma boa exibição na posição de guarda-redes, enchendo a baliza com segurança. Nenhum dos golos foi culpa sua e fez ainda uma boa defesa a remate de cabeça de Alexandre.

Pedro Sousa, Bicha solitária (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solit%C3%A1ria#T.C3.AAnia)
Sozinho na frente de ataque, preocupou-se fundamentalmente em arranjar espaço para as subidas do seu meio-campo. Longe da baliza,



O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno “Rui Santos” Figueiredo

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terça-feira, outubro 30, 2007

G-astronomia?

Resultado final:
ISEG: 10

ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 4


Crónica
Mais uma terça-feira de grande futebol, num jogo marcado pelos regressos de Mário Moura (após prolongado afastamento), Miguel e Gonçalo Lopes; pelas ausências de Miguel Ferreira e Rafael e pelo empréstimo de Ricardo Cruz aos Restos.
Alinharam os rapazes do Quelhas com Mário Moura na baliza, Pedro “Bragança”, Bonito, Figueiredo, Gonçalo Lopes, Sérgio Lee, Bruno Marques, Rui Castilho e Alexandre Lee.
Da Cidade Universitária e arredores: Ricardo Cruz, Gonçalo Baptista, Falcato, Hugo, Henrique, Miguel Lopes, André Nunes, Rui Paz e Pedro “Securitas”.
O jogo arrancou com uma toada equilibrada, sem que nenhuma equipa se conseguisse destacar. O ISEG mostrava alguns sinais de desorientação, com os Restos a baralharem as marcações e a criar algumas situações de perigo. Mas, com o resultado em 2-2, a 2ª metade do jogo acabou por mostrar uma realidade diferente. Com algumas boas jogadas, o ISEG garantiu uma ligeira vantagem, que nunca mais veio a perder. Na vontade de reequilibrar o resultado, os Restos subiram no campo, desguarnecendo a defesa e permitindo muito espaço ao letal contra-ataque dos homens da UTL.
No final, o marcador penaliza (exageradamente) o desnorte do 2º tempo.





Análise d' Os jogadores - Tema: ASTRONOMIA e COSMOLOGIA


ISEG (& convidados)
Pedro “Bragança”, Métrica de Friedmann-Robertson-Walker (
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9trica_de_Friedmann-Robertson-Walker)
A pouco e pouco, tem vindo a melhorar, notando-se que está em crescimento. Voltou aos golos, não se coibindo de marcar em todas as balizas.

Figueiredo, Órbita Geostacionária (
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93rbita_geoestacion%C3%A1ria)
Muito contido, encontrou o seu lugar e pouco de lá saiu. Ganhou no despique com Securitas, perdeu sempre com a velocidade de Paz.

Sérgio Lee, Lei da gravitação universal (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_da_gravita%C3%A7%C3%A3o_universal)
Novamente o regista pelo qual circula o futebol do ISEG, criando o equlíbrio defensivo e ofensivo necessário para o apoio à retaguarda e o lançamento dos ataques. Um pouco instável no início do jogo (quezilento), mas rapidamente encontrou a serenidade.

Alexandre Lee, Ano-luz (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-luz)
Uma exibição excelente, a anos-luz dos seus adversários. Foi um dos principais responsáveis pela relativa superioridade do ISEG ao longo do jogo.

Bruno Marques, Supernova (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova)
A sua capacidade de explosão brilhou na noite do CIF. Imparável quando lançado de trás, criou inúmeras jogadas de ataque.

Gonçalo Lopes, Magnitude bolométrica (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnitude_bolom%C3%A9trica)
Misturou momentos de grande intensidade com outros de pouco brilho. Uma exibição de altos e baixos, mas com valor positivo.

Carlos Bonito, Buraco negro (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_negro)
O patrão voltou a não dar chances aos adversários, absorvendo todos os lances de perigo criados e fechando providencialmente os ocasionais buracos na defesa.

Rui Castilho, Cometa (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cometa)
Apesar da cauda gigante, fez um jogo satisfatório – mas não tão bom como na sua última presença, revelando algum desacerto defensivo. Apesar dos golos marcados, acabou por falhar bastante na concretização, não conseguindo meter o esférico na baliza dos Restos. Felizmente, há alguém que o meta.

Mário Moura, Pulsar (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pulsar)
Enorme, imponente... compacto. Num regresso feliz, voltou a mostrar toda a sua qualidade, com um punhado de boas defesas. Com toda aquela força gravitacional, as bolas vêem-lhe parar às mãos.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Henrique Porto, Lei de Hubble-Homason (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Hubble-Homason)
Com o passar do tempo de jogo foi ficando cada vez mais longe da sua área, não fazendo a necessária recuperação defensiva.

André Nunes, Meteoro (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Meteor%C3%B3ide)
Vagueou um pouco pelo campo, mas apenas raramente brilhou. Discreto, com pouca resistência, desfez-se rapidamente.

Gonçalo Baptista, Near Earth Object (
http://pt.wikipedia.org/wiki/NEO)
Jogou muito (demasiado?) próximo da sua baliza, o que criou por vezes situações de apuro na área. Ainda assim foi dos mais acertados.

José Falcato, Planeta anão (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta_an%C3%A3o)
Lento e escondido, quase invisível. Teve muito trabalho pela frente, em virtude das subidas de Bruno Marques e Sérgio Lee e pela forte dinâmica de Alexandre.

Miguel Lopes, Radiação cósmica de fundo (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Radia%C3%A7%C3%A3o_c%C3%B3smica_de_fundo)
Esteve um pouco por todo o lado, mas não se percebeu bem onde estava a jogar. Acabou por passar quase despercebido.

Hugo, Centauro (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Centauro_%28astronomia%29)
Também discreto. Pouco se viu a atacar, e teve uma missão complicada a defender.

Pedro Sousa, Matéria negra (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mat%C3%A9ria_negra)
O ataque dos Restos vive muito da inspiração de Pedro Sousa… mas Securitas voltou a mostrar-se pouco. Uma noite negativa, passando ao lado do jogo.

Paz, Velocidade de Escape (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Velocidade_de_escape)
A sua capacidade de aceleração deu cabo de Figueiredo, seu marcador directo. Múltiplas vezes deixou-o para trás.

Ricardo Cruz, Mancha Solar (
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mancha_solar)
Brilhou, desta feita, na baliza dos Restos e esteve em bom plano, mau grado uma ou outra mancha na exibição. Fez uma extraordinária defesa, deu uma casa e, apesar do elevado número de golos sofridos, foi um dos melhores dos Restos.



O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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terça-feira, outubro 23, 2007

Terça-Feira Popular

Falta um ou outro patife…
e enche-se a barriga no CIF.

Resultado final:
ISEG: 6
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 2


Crónica
Mais uma noite de DERBI, mais um excelente postal para a prática do futebol.
Com muitas ausências do lado do ISEG (começa, infelizmente, a ser prática corrente), os Restos gentilmente cederam Henrique Porto e André Nunes para a equipa dos rapazes de São Bento, que alinharam ainda com Figueiredo, Coroatz, Bragança, Marques, Sérgio e Alexandre Lee.
Nos Restos notava-se a (imensa) falta de Rafael e Miguel Ferreira. Na baliza postava-se o (surpreendente) Lucas, com Baptista, Falcato e Hugo a cumprirem as tarefas defensivas; Tiago, Paz e Jorge no trabalho de meio-campo e Pedro Sousa, como habitualmente, no ataque.
O jogo começou com maior domínio do ISEG, que cedo mostrou dispor de mais desenvoltura técnica e profundidade no terreno. Os arranques de Marques e as combinações dos irmãos Lee desbarataram as marcações no meio-campo dos Restos, colocando a defesa em sobressalto. Os golos surgiram com naturalidade e a diferença acabou por ser demasiada para a esforçada equipa dos Restos, que bravamente nunca baixou os braços.
No final, todos de parabéns por mais uma excelente terça-feira de futebol.

Respondendo a solicitações várias e tendo em atenção que o jogo se realizou à terça-feira (sim, realiza-se sempre à terça-feira), o tema desta semana é…

Análise d' Os jogadores - Tema: A FEIRA POPULAR


ISEG (& convidados)
Henrique Porto, carrinho de choque
A responsabilidade de substituir Bonito no eixo recuado do ISEG era grande, mas Henrique cumpriu com distinção. Num estilo diferente do proxi-Viseense, sem medo de ir ao choque, Henrique foi peça fundamental na tranquilidade sentida no último reduto.

André Nunes, Pequenos póneis
Calmo, num registo pausado, resguardou-se várias vezes na baliza. Mesmo não sendo rapaz para grandes correrias, conseguiu ainda assim um excelente golo numa cavalgada individual pelo terreno de jogo.

Pedro “Bragança” no salão de máquinas de jogo
Uma verdadeira máquina na defesa. Jogando simples, sem medo de despachar o esférico, não deu troco aos adversários.

Figueiredo, matraquilhos
A mobilidade foi nula… mas eventualmente isso até foi útil. Agarrado “com ferros” à retaguarda, discreto, garantiu sempre a coesão defensiva do ISEG.

Sérgio Lee, Carrossel
É um clássico destas crónicas, mas é um facto: é à volta de Sérgio que o jogo do ISEG circula. Sem Miguel Ferreira com que se preocupar, soltou-se e fez mexer toda a equipa.

Alexandre Lee, Tiro aos pratos
Pim-pam-Pum, cada bala mata um. O remate de Lee começa a ser temido pelos adversários… bem no ataque, ocupando bem o espaço livre, foi um constante quebra-cabeças para os Restos.

Bruno Marques, a Roda Gigante
Enorme… em todos os aspectos, mas particularmente na barriga e no ataque. Em 3 ou 4 jogadas individuais de alto nível… resolveu o jogo.

André “Coroatz”, Comboio-fantasma
Ninguém o vê, mas está em todo o lado. Tacticamente impecável, fechou de forma irrepreensível o corredor direito do ISEG, tendo ainda pernas para assustar várias vezes o guarda-redes adversário.


ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Gonçalo Baptista, algodão doce
Baptista foi “um docinho” para Alexandre Lee. Desapoiado, foi muitas vezes forçado a enfrentar sozinho as múltiplas trocas e rápidos passes do ataque do ISEG.

José Falcato, Passagem do terror
Contra um Bruno Marques em forma, mais os apoios de Sérgio e Alexandre, aquele lado direito da defesa dos Restos foi um verdadeiro cenário de terror para Falcato.

Jorge, mini-corrida de fórmula 1
Correu quilómetros na procura de espaços, mas a maioria das suas investidas não tiveram frutos: apesar da fé, rara foi a jogada que terminou em remate.

Hugo, Twister
Também se terá sentido baralhado com as rápidas investidas do ISEG e o seu venenoso contra-ataque. Alguns bons apontamentos de surpreendente capacidade técnica.

Paz, a montanha-russa
É um jogador de altos e baixos… tem dias em que é um demónio à solta, outros em que parece desaparecer no meio-campo. O jogo de ontem foi um dia “de baixos”, ao que não será alheia a falta de Miguel Ferreira.

Pedro Sousa, Pipoca
Milho e uma jogadas individuais depois, lá marcou um golo… por sinal, até positivo. De resto, pouco conseguiu trazer à dinâmica do ataque dos Restos.

Tiago “Sousa”, casa dos espelhos
Foi um espelho da equipa dos Restos: esforçado, tecnicista, mas “atropelado” pela falta de ligação à equipa.

Lucas, o Rei das Farturas
Afinal havia guarda-redes! Surpreendentemente, Lucas surgiu na guarda dos postes dos Restos. Mostrando excelente nível ao… nível… do… equipamento, até brilhou numa ou outra defesa de bom recorte plástico. No entanto, sem culpas, comeu uma fartura de golos.



O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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quinta-feira, setembro 13, 2007

Bar Cu à deriva

Em noite de forte trovoada
Um mero golo desempatou a jornada

Resultado final:
ISEG: 3
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 4


Crónica
O DERBI e as crónicas regressam, num formato mais rápido e menos elaborado. Afazeres profissionais do escriba a isso obrigam… Aliás, não fossem os inúmeros pedidos de muitas famílias e a crónica teria que ficar por escrever…
Em noite de regresso aos campos, após uma longa e salutar pausa de Verão (mais uma infeliz jornada cancelada por falta de quórum ISEGuiano), foi a chuva o principal protagonista!
Chuva? Talvez devêssemos dizer dilúvio, tal a bátega que caiu sobre a incauta cabeça dos atletas no sintético do Pinamanique! Durante vários minutos, os 16 homens em campo lutaram uns contra os outros e contra a fúria dos elementos.
Sob a luz dos relâmpagos, os Restos alinhavam com a sua máxima força, marcada pelo regresso de Rafael e Miguel Ferreira, bem apoiados pelos já habituais Baptista, Paz, Falcato, Henrique, Sousa e Jorge. Do outro lado, duas ausências de destaque no figurino – sem Alexandre Lee e Marques, coube a Cruz, Bonito, Figueiredo, Bragança, Sérgio, Castilho, Subtil e Ferreira protagonizar a defesa das cores ISEGuianas.
Com estes plantéis algo desequilibrados receava-se um resultado desnivelado, mas a capacidade de luta do ISEG acabou por esbater a diferença entre a qualidade dos protagonistas. O resultado acabou por fixar-se na diferença mínima, valendo aos Restos a superior capacidade concretizadora de Ferreira e Sousa.
Neste campo alagado, sob o signo da água, o tema só podia ser…


Análise d' Os jogadores - Tema: Transportes Marítimos


ISEG
Cruzeiros Cruz
Pesado, notando-se a falta de agilidade, o Cruzeiro Cruz ainda assim teve um jogo feliz. Sofreu apenas 4 golos e quase não meteu água. Note-se também o reduzido número de remates efectuados pelos Restos, muito por culpa de um…

Bonito bote salva-vidas
que navegou nas águas turbulentas da defensiva ISEGuiana. Sempre a postos para dobrar os companheiros, salvou várias vezes a sua equipa de maiores trabalhos. Foi sempre bem apoiado por…

Bragança, o quebra-gelo
Chuva? Neve? Gelo? Granizo? Granito?!?! É o que quiserem. Nada pára este autêntico monstro marinho. Nunca virou a cara à luta, nunca parou um segundo. Uma ou outra vez mais distraído na marcação, mas sempre pronto a limpar o pó! E bem melhor que o…

Submarino Figueiredo
Pouco se viu de Figueiredo. As condições atmosféricas não eram favoráveis ao seu futebol desequilibrado... Feliz num ou noutro corte, infeliz no lance do 1º golo dos Restos. Não se pode queixar do seu parceiro de flanco, o

Porta-contentores Subtil
Subtil deve estar contente com a sua exibição. Correndo sempre pelo seu flanco, a defender e atacar, surgiu até várias vezes no interior da área adversária – onde, aí sim, não foi muito feliz. Foi um genuíno jogador box-to-box e uma boa “muleta para o criativo

Lee, o barco Rabelo
Tal como o Barco Rabelo, também Lee tem um fundo chato. Mas desta vez conteve o mau génio, sendo o primeiro a moralizar os seus colegas, numa actuação alegre e trabalhadora, que só se pode aplaudir. Numa batalha desigual contra Miguel Ferreira, foi mais um lobo que nunca virou o rabo à luta.

Castilho, o barco insuflável
Excelente exibição de Castilho. Mesmo apesar de alguma infelicidade – especialmente no capítulo do passe – foi notável a forma como se adaptou a um lugar que não é (ERA) o seu. Muito esforçado, teve sempre atenção aos aspectos defensivos, ajudando e ajudado pelo bom entendimento com Bragança. Naturalmente foi “perdendo ar” ao longo do jogo, acabando sem forças.

Bruno Ferreira, o offshore powerboat
Rápido, ágil… e meio abandonado em campo. Ferreira fez um belo jogo, procurando sempre criar problemas ao reduto defensivo dos Restos, mesmo sofrendo da falta de apoio dos colegas.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
O contratorpedeiro Rafael
O baluarte defensivo dos Restos, o obstáculo inultrapassável, o barco que resiste a tudo. Num relvado complicado para qualquer guarda-redes, voltou a dar provas da sua qualidade.

Baptista, o rebocador
Também Baptista é um “barómetro” das exibições dos RESTOS. Com a sua fundamental posição no centro da defesa, leva muitas vezes a reboque o resto da equipa. O patrão da defesa esteve bem, especialmente contra a incómoda presença de Bruno Ferreira.

O Ferryboat Falcato
Falcato voltou a protagonizar um jogo de grande entrega física, nunca deixando de fazer o vai-vem entre a defesa e o ataque, no seu flanco predilecto. Mostrou estar em boa forma.

O Petroleiro Henrique
As dimensões de Henrique podem ser generosas, a agilidade pode nem ser a maior, mas na verdade é quase imparável. Excelente no transporte e protecção da bola, deu boa dinâmica ao meio-campo dos Restos.

Miguel Ferreira , o porta-aviões
Quando o porta-aviões entra no porto, todas as outras embarcações saem da frente. Munido de um arsenal quase sem fim e mesmo não tendo feito grande exibição, foi ainda assim o homem da vitória dos Restos, marcando um golo de belo efeito.

Jorge, o barco à vela
No ataque, meio perdido num mar revolto, Jorge raramente encontrou o rumo certo. Na defesa cumpriu o seu papel. Discreto, não semeou ventos- evitando assim a tempestade.

“Gaivota” Paz
Pedalou imensas milhas, sempre perto das costas de Sousa, sempre a apoiar Falcato. Menos explosivo que noutros tempos, estará ainda à procura da melhor forma.

Navio-hospital Sousa
Fustigado pela chuva… e pelas lesões, esteve mais tempo fora de campo que dentro das 4 linhas. Ainda assim deu para marcar uns tentos.



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Nuno Rui Santos


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terça-feira, junho 19, 2007

Vivó Comércio Tradicional!

Magra diferença marca despique
no campo de Pina Manique

Resultado final:
ISEG: 4
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 3


Crónica
Regressam as crónicas após uma semana de interregno. Depois da jornada sem crónica, marcada por gorda vitória dos Restos do Mundo (5-0), seguiu-se nova jornada no Campo de Pina Manique, que termina com uma magra diferença no marcador e nova vitória do ISEG. No total das jornadas, nota para o enorme equilíbrio dos resultados: empate a 3-3.
O ISEG entrou em campo com Moura novamente nas redes - Ricardo esteve ausente por lesão - e uma inédita parelha na defesa: Ferreira e Figueiredo. O resto da equipa dispôs-se no figurino mais habitual: irmãos Lee ao meio, Subtil na esquerda, Bragança à direita e Marques no ataque.
Já o ISCTE e Restos alinhavam também eles com novo guardião: Bill fez a sua estreia nas redes dos Restos, com "guarda de honra" formada por Baptista e Henrique. Nas alas apareciam Falcato e Rui Tubal/Prista, ao meio a "locomotiva" Miguel Ferreira e o seu parceiro Paz, na frente o habitual Pedro Sousa.
O filme do jogo reforça o já mencionado equilíbrio... embora sempre com vantagem tangencial para o ISEG, que nunca esteve a perder. Registo para a percentagem anormal de golos "felizes" nos dois lados, com tabelas e ressaltos à mistura e para a supremacia das defesas sobre os ataques: foram poucos os remates certeiros realizados. Não será estranho a este facto a necessidade de adaptação a este novo sintético... nota-se, de facto, algumas dificuldades no desenho e movimentação de lances nesta grande superfície.
E é nesse propósito que o tema desta semana visa honrar o grande prejudicado pelas grandes superfícies...



Análise d' Os jogadores - Tema: Comércio tradicional


ISEG
Drogarias Moura
"Droga!!!", terá pensado Mário Moura das 3 vezes que foi buscar a bola ao fundo da baliza. Sempre batido por milímetros, a sorte não teve com ele. Fora estes lances, pouco trabalho teve! A verdade é que à sua frente mora a fenomenal...

Retrosaria Bruno Ferreira
Cortar linhas é com ele: sejam linhas de passe, sejam bolas sobre a linha de golo, seja o que for. Adaptado a central, foi um dos homens do jogo, varrendo a área defensiva com enorme segurança. Os adversários devem ter várias vezes dito para os seus botões: "mas este gajo está em todo o lado"? E o mesmo disse o seu parceiro de defesa, uma genuína...

Cervejaria Figueiredo
Rápido como um caracol, redondo como uma caneca, mas acima de tudo, na defesa... foi imperial. O peso atrapalha, o jeito é pouco e avançar no campo não é com ele, mas com um parceiro como Ferreira, até um bidon brilha. E a "boa" exibição deveu-se também muito ao apoio do seu parceiro do lado esquerdo, o...

Bate-Chapas Subtil
A subtileza de um martelo, o virtuosismo de uma chave-inglesa... o equilíbrio perfeito entre a força bruta e a bruta da força... para azar dos Restos, Subtil decidiu mostrar a razão porque chegou a ser, em tempos, campeão do ISEG. Pujante no lado esquerdo, marcou um grande golo, todo ele feito de raça e crença. Nunca virou a cara à luta, tal como o seu colega do lado contrário, o homem das...

Barbearias Bragança
Mais um jogo ao seu estilo - homem de barba rija, nunca virou a cara à luta. Correu hectómetros, sabendo fechar e subir no corredor direito, o que muito ajudou na pressão alta que o ISEG conseguiu impôr na primeira metade do jogo. Só não esteve ao seu nível na concretização e no último passe, mas para isso havia o posto de...

Correios Marques
O carteiro toca sempre duas vezes. Traduzindo (finalmente, dizem uns) em golos (2) o seu refinado futebol, Marques foi um quebra-cabeças para a defesa dos Restos - mesmo tendo sido obrigado, na segunda metade do jogo, a actuar "a solo". Refira-se em abono da verdade, muita sorte num dos tentos do ISEG... Parecia uma verdadeira...

Leitaria Sérgio Lee
Envolvido quase sempre numa luta particular com Miguel Ferreira, esteve menos presente no jogo que é costume - mas a sua importância não deixou de se sentir. Mais comedido nos já habituais comentários azedos, guardou quase toda a sua fúria para o mano da...

Padaria Xande
Começou no centro mas foi recuando, acabando quase como um 3º central - o que o afastou da baliza contrária, onde gosta de aplicar o seu poderoso "cacete". A opção estratégica acabou por se revelar feliz, ao tirar autenticamente, por um punhado de vezes, o pão da boca aos avançados do ISCTE & Restos do Mundo.




ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Cabeleireiro Falcato
Fechando o flanco direito dos Restos, teve muitas vezes pela frente Subtil e Sérgio, o que não é tarefa fácil. Frisando este aspecto, não correu riscos e pouco subiu no terreno, deixando as despesas de ataque para a...

Farmácia Paz
Foi uma constante dor de cabeça para o seu mais habitual marcador, o rotundo Figueiredo. Injectou velocidade no meio-campo dos Restos e correu imenso, remediando desta forma a falta de apoio ao ponta de lança, a...

Pastelaria Pedro Sousa
O pastel andou muito sozinho na frente e até marcou um excelente bolo... golo, pleno de oportunismo, mas de nata serviu. Raramente conseguiu ter sucesso nas tabelinhas que tanto (e bem) procura, especialmente em conjunto com...

Casa de Passe Miguel Ferreira
Todo o jogo - defensivo e ofensivo - passa por este homem. Apesar de ser menos "omnipresente" num relvado de dimensões superiores, a velocidade e capacidade de resistência continuam a ser armas de enorme qualidade. Sentiu também alguma falta de apoio, um pouco por culpa da...

Papelaria Rui Tubal
Exibição menos conseguida de Rui Tubal, muito tempo "aos papéis". Raramente conseguiu pegar na bola e construir o futebol apoiado que aprecia. Pena, porque sabe tratar a bola, tal como a...

Frutaria Lucas
Tem técnica e truques na manga, mas não a usa da melhor forma. Lento no passe, perdeu inúmeras bolas, para enorme melão dos seus colegas. Conflituoso, entrou tardiamente (e inusitadamente) sobre um adversário, que imediatamente gerou alguma...

Peixaria Bill
O substituto de Rafael defendeu as redes dos Restos com galhardia, exc(l)amando assim mais oportunidades para mostrar o seu valor. Não sofreu frangos (ao contrário do seu adversário da baliza contrária), apenas golos atípicos nas poucas vezes em que não teve a cobertura do...

Talho Henrique
Um osso duro de roer, usando o físico para defender os ataques adversários. Mostrou não ser borrego nenhum, sabendo que terrenos pisar e a melhor forma de cortar os lances de perigo. Subiu no terreno mais no final do jogo - o que foi uma faca de dois gumes - impôs maior pressão alta, mas deixou sozinho a...

Mercearia Baptista
Esteve como sempre muito atento, repetindo o seu já habitual e particular diferendo com Bruno Marques e retalhando vários lances de ataque adversários. No final, com a subida da equipa, ficou à mercê dos contra-ataques ISEGuianos, mostrando naturais dificuldades.




O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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terça-feira, junho 05, 2007

"Estas miúdas das Escolas Secundárias..."

Nos terrenos de Agronomia
joga-se até ao raiar do dia...


Resultado final:
ISEG: 8
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 7


Crónica
Nova semana de DERBI e novo embate realizado no campo de Agronomia - e a horas impróprias para consumo.
Na muito provável jornada de despedida deste (estreito) palco de sonhos, houve um guarda-redes que foi um pesadelo para os Restos...
Privados de Rafael (o fish of the match da semana passada), Gonçalo Baptista, Hugo, Bill e João Tubal, os Restos revelavam-se ligeiramente inferiorizados. Mas também do lado do ISEG haviam 2 faltas de vulto: Bonito e Cruz. A sua ausência fazia antever potenciais problemas na defesa...
Começou o jogo com vantagem para o ISEG, num remate colocado de Lee. Sem guarda-redes, os Restos sentiram muitas dificuldades nas bolas rasteiras - ainda assim, houve boas defesas nas bolas mais altas. A vantagem foi rapidamente anulada pelos Restos, com Miguel Boca de Lata a pegar na batuta e a mostrar muita força, mesmo castigado pelas (múltiplas) marcações dos adversários. Ao lado dele destacava-se também Pedro Sousa, finalmente a dar um ar de sua graça e mostrando veia goleadora.
Mas o jogo caiu mais tarde num frágil equilíbrio, com o ISEG a conseguir uma ligeira vantagem no marcador e a segurá-la até ao fim da contenda. Crucial nessa tarefa foi o trabalho de Mário Moura - o regressado guarda-redes do DERBI fez uma impressionante exibição, mostrando que quem sabe nunca esquece.
A terminar... dificuldades em finalizar o jogo. Indecisos quanto à hora de acabar a partida, o jogo "arrastou-se" para além das 00h30m, até ser oficializado o seu fim e a correspondente vitória do ISEG. Compreende-se a vontade de continuar dos Restos, não fosse a diferença no marcador... um único golo.
Regista-se assim mais uma jornada entusiasmante de DERBI, com o equilíbrio como nota dominante. No "campeonato DERBIano" o saldo é um empate: 2-2.




Análise d' Os jogadores - Tema: A Escola Secundária



ISEG
Bragança, Trabalhos oficinais: Mecanotecnia
Muito bem a ajudar na mecânica da equipa, está cada vez mais um jogador "de colectivo". Vestiu o fato-macaco para defender, ficando na retina os duelos disputados com Miguel Ferreira. Mesmo tendo perdido alguns, honrou (e muito) a camisola.

Marques, Química
A sua inegável "química" com a bola foi ontem posta de lado e substituída por uma faceta mais prática. Na defesa foi um substituto à altura de Bonito, cabendo-lhe ainda a maior parte dos bons lançamentos de jogo atacante. Numa posição "estranha", rubricou boa exibição.

Figueiredo, Física
Uma autêntica aula "em directo" de Física: olhai a inércia! Vede o atrito. Sintam a gravidade! Mas apesar dos problemas físicos, terá sido talvez o melhor jogo dos últimos tempos do meio defesa. No final, revelou até alguma frescura, subindo no terreno para ajudar a moer o meio-campo adversário.

Alexandre Lee, Psicologia
Pouco confiante na concretização, falhou algumas tentativas de remate forte... que eram desnecessárias! Sem guarda-redes, os Restos eram presa fácil de tiros bem colocados. Fora isso, foi o habitual motor de meio-campo, defendendo e atacando com boa dinâmica.

Mário Moura, Matemática
Contas feitas, a vitória do ISEG divide-se entre alguma sorte e a espectacular exibição de Mário Moura, que somou mais um grande jogo ao serviço do DERBI-ISEG. Com múltiplas defesas de alto nível, foi especialmente inexcedível nas saídas aos pés dos adversários, subtraindo-lhes ângulo de remate. Um regresso em grande, mas possivelmente fugaz: em princípio voltará a ceder as luvas a Cruz.

Sérgio Lee, Religião e Moral
Sempre disposto a dar lições a adversários e companheiros, o moralista Lee rubricou exibição menos brilhante que em jornadas passadas - mas ainda assim francamente positiva. Revelando mais fé que na semana transacta, nunca baixou os braços e procurou sempre a vitória.

José Subtil, História
Reza a história que um dia houve um monstro chamado José Subtil, que destruia incautos adversários com o seu futebol raçudo e inigualável força... hoje os estragos já não são tantos, mas continua a sentir-se o perfume almiscarado do seu "futebol" sanguinário.

Rui Castilho, Geografia
Várias vezes perdido no ataque, por vezes mal colocado, foi alvo de muitas críticas ao longo do jogo. Contra isso lutou com abnegação... e acabou por rubricar um especial e fantástico golo de cabeça. Precisa encontrar melhor os caminhos do golo. E ser o primeiro a defender.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Falcato, Filosofia
"Quem sou eu? Para onde vou?", pergunta Falcato aos seus botões... Recuado e pressionado pela linha avançada e intermédia do ISEG, o inspector pouco subiu no campo e limitou-se quase exclusivamente a fechar a defesa. Pena, dá a ideia de ter pernas para mais.

Paz, Trabalhos oficinais: Têxteis
Urdiu bons lances de ataque e desenhou excelentes padrões na ofensiva dos Restos. Revelando indíces físicos bastante aceitáveis, foi um quebra-cabeças díficil para os adversários. Rematador, teve o azar de te(a)r Mário Moura na baliza do ISEG.

Pedro Sousa, Geometria Descritiva
Futebol geométrico, prático, feito de um simples vector: para a baliza adversária. Deu finalmente um ar de sua graça, com bons apontamentos e alguns golos que revelaram "killer instinct". Também ele se pode queixar da M(o)uralha que estava na baliza adversária...

Miguel Ferreira, Educação Visual
Boa visão de jogo, muita força e equilíbrio. Apesar de castigado e muito marcado pelos adversários, conseguiu transpôr o meio-campo em variadas ocasiões, criando bons lances de perigo. O olho de lince e a rapidez são também fortes armas, que usou para se antecipar vezes sem conta a passes do ISEG e assim conseguir perigosos contra-ataques. Uma mais-valia.

Rui Tubal, Trabalhos oficinais: Práticas Administrativas
Administrou mais uma vez o seu futebol prático e descomplicado. Mas apesar boa técnica, revela dificuldades (pouca velocidade?) em respirar no meio do sufocante meio-campo DERBIano. No entanto, está a ganhar rotina... quem sabe, poderá ser uma surpresa num campo de maiores dimensões.

Henrique, Geologia
Uma montanha na defesa. Quase sempre com Castilho para marcar, lutou contra este um embate de titãs, em que a técnica por vezes não marcava presença, num vale tudo prático e eficaz. Apesar de ter bons pés, pouco fez em matéria ofensiva.

Lucas, Sociologia
Novidade na equipa, começou naturalmente desenquadrado dos colegas. Com o passar do tempo conseguiu maior integração com o grupo, mas ainda assim terá revelado algum individualismo. Ficou no entanto claro que sabe bater na bola (e não só).

Miguel Lopes, Economia
Ficou com a carteira mais leve, mercê da aposta que tem em curso com Lee. Não se poupou a esforços na defesa, embora tenho visto a sua Fortaleza ceder num número elevado de ocasiões. No ataque, a sua contribuição saldou-se por uma ou outra incursão, sem rendimentos.



O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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terça-feira, maio 29, 2007

Signo: Peixes

RESULTADO PODIA SER DIFERENTE
NÃO FOSSE O CLONE DE CLARK KENT


Resultado final:
ISEG: 5
ISCTE & RESTOS DO MUNDO: 7


Crónica
A semana tinha sido pródiga no espicaçar de mais este embate entre o ISEG vs ISCTE&RM... e o resultado foi um dos maiores quóruns de sempre na história do DERBI: o ISEG com 8 elementos, o ISCTE&RM com 10 (DEZ) jogadores!
As equipas apresentavam-se assim perto da sua máxima força (perto, porque ainda faltaram alguns dos "clássicos" do nosso futebol: Mário Moura, João Tubal... e também Rui Castilho, André Coroado, João Valente e Paulo Sousa, entre outros).
Na "relva alcatifada" de Monsanto - campo que não agradou aos técnicos - o primeiro golo pertenceu ao DERBI, embora rodeado de polémica (havia substituição... do DERBI em curso). Rapidamente respondeu o ISCTE&RM com um golo felizardo, em que Ricardo pareceu mal batido.
Enquanto Rafael brilhava entre os postes, defendendo tudo o que os desinspirados avançados ISEGuianos lançavam à baliza, os Restos iam produzindo um futebol eficaz, que lhes permitiu, após o 2º golo, manterem-se na frente do marcador. Sabendo dosear bem o esforço do 7 em campo, com múltiplas e constantes substituições, os homens do ISCTE e seus comparsas conseguiram sempre manter o ISEG em sentido, evitando desta forma o cerco à sua baliza. Com os nervos em franja, a equipa da UTL não encontrou serenidade para dar a volta ao resultado.
No final, a vitória do ISCTE&RM tem que se aceitar, pela força dos números e superior eficácia. O efeito desequilibrador de Rafael ficará para sempre como uma pequena, mas enorme nota de rodapé.


Análise d' Os jogadores - Tema: Peixes



ISEG
Bonito, Solha
Mais uma excelente exibição de Bonito, bravo no comando da sua defesa - que no final, acabou por sofrer o mesmo número de golos que na semana passada. Estava a ganhar confiança e a subir mais no terreno quando se lesionou na sol(h)a do pé. Substitui Ricardo na baliza e até aí brilhou, com uma boa defesa.

Bragança, Bacalhau
É um homem do Norte. Rijo, o transmontano usou o seu físico para desbaratar a defesa dos Restos. Infeliz na concretização.

Marques, Cavalo Marinho
Gracioso, faz da técnica a sua maior arma.. um jogador raro nos palcos actuais, quase à beira da extinção. Esteve bem na frente de ataque, partilhando apenas o pecado dos restantes colegas: o caudal ofensivo não resultou em golos.

Figueiredo, Tubarão Baleia
De tubarão tem pouco, mas de baleia tem muito. Sem velocidade, tentou cumprir na defesa e garantir o equilíbrio táctico da sua equipa. Falhou várias vezes, para desespero dos colegas. Positivo, apenas um ou outro corte de bola. Manifestamente pouco.

Alexandre Lee, Peixe Aranha
O "venenoso" centro campista adquirido pelo ISEG não conseguiu desta feita espetar as suas ferroadas. Rafael foi um adversário de borracha... e um espinho atravessado no futebol atacante de Alexandre Lee.

Sérgio Lee, Enguia Eléctrica
O maestro Lee é quem guia o jogo do ISEG... com inesgotável energia, encheu o meio-campo do ISEG. Mas a falta de calma e a forma como vocifera contra tudo e todos provoca por vezes curtos-circuitos no bom funcionamento da equipa...

José Subtil, Tubarão Martelo
Com Subtil a estratégia é óbvia: não vai a jeito, vai a martelo. O possante ISEGuiano não está, no entanto, em forma e não encheu o campo como noutros tempos. Mas notaram-se melhoras e há esperança num futuro próximo mais risonho.

Ricardo Cruz, Sardinha
Nas redes do ISEG não morou o guardião da semana transacta... mas não é justo atribuir-lhe culpas. Cruz fez o que pôde contra um adversário eficaz, um terreno "adversário"... e uma defesa nem sempre bem colocada. Uma indisposição fê-lo abandonar o relvado prematuramente, repescando-se o lesionado Bonito para o seu lugar.



ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Falcato, Peixe Agulha
O esguio Falcato começou com uma tarefa árdua pela frente: fechar os caminhos de Alexandre Lee. Discreto, pouco vísivel - uma verdadeira agulha no palheiro, esteve ainda assim muito melhor que na jornada anterior. Mostra que pode render mais.

Paz, Moreia
Muito escondido durante grande parte do jogo (o excesso de jogadores na equipa também não ajudou a haver quem se destacasse), foi no entanto decisivo na obtenção de alguns golos e na dinâmica ofensiva da equipa, mostrando os dentes quando necessário.

Gonçalo Baptista, Taínha
À babuja, cabeu-lhe limpar os restos que... os Restos deixavam. Revelando algumas dificuldades em segurar Marques, não deixa no entanto de rubricar exibição positiva - afinal, a sua equipa sofreu metade dos golos que havia sofrido há uma semana atrás.

Rui Tubal, Raia
"Raias partam estes gajos", terá pensado Rui Tubal... a tarefa de centro-campista não é fácil quando pela frente se encontram os irmãos Lee, Bragança e Subtil. Mas cumpriu, carrilando jogo pelo meio-campo e fechando espaços aos adversários.

Pedro Sousa, Piranha
Voraz, com fome de golo, o belenense foi desta feita um alvo mais dificil de marcar e um elemento preponderante no ataque dos Restos. Aproveitando bem o espaço, foi o pivot da frente de ataque e o concretizador de serviço.

Covas, Barracuda
Apesar da postura "barriguda", mostrou ter físico e técnica para se degladiar contra os adversários. Uma boa aquisição do ISCTE.

Bill, Linguado
Escondido pela força das circunstâncias - a posição natural de guarda-redes está aparentemente ocupada por Rafael - mostrou-se pouco. Ainda assim deu para ver que o estilo "antes quebrar que torcer" pode ser uma mais-valia para a equipa.

Miguel Ferreira, Salmão
Não correu tanto como normal, foi muito vigiado e notou-se o pouco à-vontade no alcatifado terreno... mas mesmo assim as contínuas "migrações" do motor do ISCTE revelaram-se fundamentais no desfecho da contenda. Azarado na concretização (2 bolas aos ferros), foi o contraponto do resto dos colegas em matéria ofensiva.

Miguel Lopes, Peixe Porco
Não se lhe peça velocidade, nem técnica, nem força. Já o resto, tem de sobra! Acabou - por pou(r)co - por ser o homem mais feliz com a vitória, achincalhando, como era de esperar - e seu direito - os adversários.

Rafael, Peixe Voador
Este homem tem asas. Brilhante a guardar os postes, foi naturalmente o fish-of-the-match. Pelo chão ou pelo ar, revelou reflexos impressionantes e fez jus à fama com que surgiu.


O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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terça-feira, maio 22, 2007

Rabiscos sobre Petiscos

CARACÓIS, CERVEJA E VINHOS?
ESPANCAMENTO DE TENRINHOS.


Resultado final:
ISEG: 13
RESTOS DO MUNDO: 6


Crónica
Pleno de saúde, o DERBI voltou a encontrar-se para mais um empolgante encontro entre ISEGuianos versus ISCTEianos e RESTOS DO MUNDO.
Desta feita a contenda teve lugar no campo da Agronomia, em campo de "relva" sintética e no formato 7 vs 7 (até à lesão de João Túbal. Por força desta infeliz ocorrência, o jogo continuou em seguida no formato 6 vs 6).
No seguimento do jogo da semana passada, esperava-se equilíbrio e emoção nesta jornada... mas a realidade esteve bem longe disso.
Talvez como resultado do estágio realizado antes do jogo pela equipa do ISEG, rapidamente se percebeu que o campo "estava inclinado" a favor da turma do Quelhas. Com uma defesa sólida, um meio-campo imaginativo, um ataque tremendamente eficaz e um guarda-redes surpreendentemente sólido, o ISEG revelou sempre bons indíces de jogo - chegando, a espaços, a brilhar na manobra colectiva.
Já o ISCTE e RESTOS sentiu muitas dificuldades no preenchimento do campo e nas transições defesa-ataque e ataque-defesa - assuma-se, a falta de Miguel Ferreira foi mesmo muito sentida. Como resultado disto, os jogadores da Cidade Universitária & Quejandos viam-se quase sempre em inferioridade numérica, quer nos processos defensivos, quer no desenho dos seus ataques. Mas refira-se que, mesmo rubricando uma pálida exibição, os RESTOS registaram ainda assim meia-dúzia de golos marcados...
Antevendo desde já o reforço do plantel do ISCTE e RESTOS, perspectivam-se futuras jornadas recheadas de emoção...
O próximo encontro está já marcado para Monsanto, na próxima 3ª feira, às 22h!



Análise d' Os jogadores - Tema: Petiscos


ISEG
Bonito, Quiche
Brilhante. Intrasponível. Concentradíssimo. Fundamental. O adjectivo para Bonito é quiche quiser usar. Tremendamente eficaz na defesa, sempre correcto a marcar ou dobrar o colega de sector. Bem também a pautar o início das jogadas de ataque, mercê do seu bom toque de bola. Um auspicioso regresso à forma de outros tempos...

Bragança, Pica-pau
Picou o ponto uma mão-cheia de vezes. Uma exibição bem conseguida do Bragantino, que volta a provar estar mais à vontade neste regime de futebol de 7, quando tem espaço para dar azo às suas arrancadas. Jogando com e para a equipa, foi uma enorme mais-valia no ataque dos homens da UTL.

Marques, Lagosta
Há um romance curioso entre Marques e a bola. Ele gosta de a tratar com carinho. E ela, gosta dele? Ah, se ela gosta! Verdadeiro artista, em grande forma, foi uma verdadeira lança na defesa dos restos, esfrangalhando-a em tiras.

Figueiredo, Caracol
Lento, lento, lento... mas esforçado. Suou baba e ranho para (tentar) igualar a velocidade dos restantes colegas. Felizmente, havia um Bonito ao seu lado, sempre a varrer os seus falhanços. Muito preso à defesa e pouco saído da casca. Terá que melhorar substancialmente os seus indíces físicos.

Alexandre Lee, Ovos de Ouro
Enorme "aquisição" do ISEG: os pés deste Lee valem ouro. Mais um tractor na Agronomia, capaz de criar desequilíbrios fatais na defesa contrária. No final da contenda notou-se algum cansaço e um ou outro excesso no lance individual... mas até nesses lances foi feliz. A sua entrada no plantel é uma clara mais-valia para o ISEG... já na defesa do ISCTE, haverá seguramente quem gema ao ouvir o seu nome.

Sérgio Lee, Pimento Padrón
O maestro voltou. Uma exibição de encher o olho do homem do meio-campo ISEGuiano, criando belos padrões nas manobras ofensivas da equipa e apimentando a defesa com um misto de força, técnica e excelente colocação.

Ricardo Cruz, Salada de polvo
Quem diria? É preciso confessar que haviam grandes dúvidas sobre o actual estado de forma do guardião Cruz... mas que provaram ser totalmente injustas! Coroando uma bela exibição, foi um verdadeiro polvo na baliza dos ISEGuianos. Com os pés, mãos ou nariz, os seus tentáculos defenderam (quase) tudo o que era bola rematada. Na retina, especialmente, uma defesa impossível a remate de cabeça de Falcato. Excelente!




ISCTE e RESTOS DO MUNDO
Falcato, Peixinho da Horta
Com um poderoso remate, fez um golo de belo efeito... No entanto, todos os outros remates, passes ou recepções enviaram a bola para a horta. Apagado, desconcentrado, foi um autêntico peixe fora de água no time dos Restos.

Rafael, Choco Frito
Imagina-se quão penoso o jogo deve ter sido para Rafael... O seu empresário Pedro Sousa deve ter-lhe dito que a equipa contrária era fraca e que iam ser... favas contadas, mas a verdade foi chocante para o guardião dos RESTOS... Sofreu mais de uma dúzia de golos, nunca por culpa dele... Sempre contra 2 adversários, deve ter dito vezes sem conta: "estou frito".

Paz, Prego
Na semana passada foi, a par de Miguel "Boca de Lata" Ferreira, o motor da equipa dos Restos. Mas esta semana teve um furo no pneu. Nunca conseguiu utilizar a sua disponibilidade física de forma eficaz, de tal forma que acabou por passar muito ao lado do jogo. Espera-se mais de Paz na batalha entre universidades.

Gonçalo Baptista, Melão com Presunto
Foi ao longo da semana um dos líderes do "aquecimento do jogo", lançando farpas nos media sobre a força da sua equipa... E terá saído do campo com um melão de todo o tamanho. Tentou fechar às chaves a sua defesa, mas foi repetidamente atropelado em lances de 2 contra 1...

Rui Tubal, Moelas
O estreante Rui Tubal ainda deve estar a lembrar-se das memórias do jogo... e a moe-las no seu espírito. Um dos que mais tentou empurrar a equipa para a frente, foi sempre mal acompanhado pelos colegas. É somar isso ao pouco espaço que os adversários lhe deram e concluir que pouco mais podia ter feito.

Pedro Sousa, Pastel de Bacalhau
O Pastel foi presa fácil para os defesas ISEGuianos. Muito pouco móvel e acusando excesso de gordura (há quem diga que o problema foram os presuntos), poucos lances de ataque conseguiu gerar. Também, admita-se, foi mal servido.

João Tubal, Meia Desfeita
Talvez vítima do seu excesso de vontade, talvez apenas e só por azar, acabou por se lesionar sozinho... e o pé não ficou em bom estado - aumentando consideravelmente as (inúmeras) parecenças de João Tubal com o "homem da Michelin". Dois meses no estaleiro e uma dor de cabeça para o ISCTE e RESTOS.





O enviado especial do DERBI-MAGAZINE,
Nuno Rui Santos


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